domingo, 17 de fevereiro de 2019

Ecochatos







A gênese do movimento ecológico ocorreu durante a chamada Guerra Fria, uma corrida armamentista entre os EUA e o bloco soviético.  Inicialmente centrou suas atenções no boicote aos testes nucleares, com o tempo o leque de problemas a serem endereçados migrou para emissão de poluentes, experiências genéticas, cultivo de transgênicos e mudanças do clima. O movimento radicalizou nos anos 80 quando um grupo de ecologistas passou a adotar posições extremas como única forma de questionar a ordem estabelecida, mesmo que contrariassem a lógica e a ciência. O desmantelamento do comunismo também contribuiu, muitos dos ativistas de esquerda migraram para o ambientalismo para continuar a defender seus projetos, que têm muito mais a ver com aversão ao capitalismo que com ecologia.


Nos dias atuais o movimento ecológico aparenta ter adotado como filosofia de trabalho criar dificuldades para vender facilidades.  Em termos práticos a ação dos ecologistas prejudica mais que ajuda. Suas campanhas contra alimentos transgênicos, energia nuclear, cloração da água, criação de peixes em cativeiro e desmatamento florestal são baseadas em desinformação incutindo medo. Em linhas gerais batalham para reduzir o consumo de combustíveis fósseis - mas se opõem às principais alternativas, que são a energia nuclear e a hidrelétrica. Ecologistas falam como se pudessem resolver tudo com energia solar e eólica -  que é logicamente impossível –  e não abrem mão dos confortos modernos, mas querem que o mundo volte para uma espécie de era pré-industrial. 


Um exemplo didático da ação dos ecologistas ocorreu em março de 1989, o petroleiro Exxon Valdez acidentou-se na costa do Alasca e derramou no mar um volume entre 257.000 e 750.000 barris de petróleo. Estimativas na ocasião avaliavam que, em razão do desastre ambiental, morreram 250 mil pássaros marinhos, 2.800 lontras, 250 águias e 22 orcas, além da perda de bilhões de ovos de salmão. Na época, especialistas do movimento ecológico profetizaram que a natureza levaria mais de dois séculos para recompor seu ambiente natural. Passados pouco menos de trinta anos a enseada do Príncipe Guilherme, local do acidente, já recuperou grande parte da fauna e flora, a atividade econômica da pesca voltou ao nível anterior ao incidente e as previsões alarmistas não se confirmaram. O alarde dos ativistas da ecologia foi sufocado por generosas doações da proprietária do petroleiro para as ONGs que coordenaram os trabalhos de restauração das condições vigentes antes do acidente.


Recentemente o aquecimento global tem sido anunciado como um prenúncio do caos ou catástrofe climática, porém não existe como provar, cientificamente que o homem é a principal causa. Não é razoável supor que os fatores ambientais, que sempre guiaram o clima durante os 4,54 x 109 anos da história da Terra, deixaram de existir e que a ação do homem seja a grande causadora das mudanças.

O catastrofismo é utilizado como a principal fonte de recursos para ecologistas. Um relatório recente apresentado na ONU afirma que, se a temperatura subir 1,5 °C, 30% de todas as espécies animais e vegetais correrão risco de extinção. É uma conclusão absurda e desconhece que a terra já foi bem mais quente. Atualmente a temperatura média da terra está em 14.5 °C e estudos científicos indicam que já houveram eras com média de 22 °C, e as espécies que hoje existem sobreviveram a esses períodos quentes. 


O ex-vice-presidente dos EUA Al Gore ficou mundialmente conhecido pelo seu filme “Uma verdade inconveniente”, onde destacou o perigo do aquecimento global. Uma das sequências mais assustadoras do filme foi uma simulação do que causaria o aumento dos oceanos em razão do derretimento do gelo dos polos. As estimativas desastrosas indicam que cidades inteiras próximos à orla serão submersas, algumas previsões indicam que o nível do mar deve subir 16 metros, outros "estudos” citam 282 metros. Inexplicavelmente Gore comprou uma mansão em Montecito, Califórnia, em uma localização que, segundo suas próprias previsões, deve ser coberta pelas águas.


A movimento ecológico, que foi criado pelo temor de uma guerra nuclear (entre os EUA e a antiga União Soviética), comete o erro de tratar energia nuclear da mesma forma que as armas nucleares, como se fossem parte do mesmo holocausto. Não faz sentido banir uma tecnologia só porque ela pode ser usada para o mal, se fosse assim, os humanos jamais teriam utilizado o fogo. A tecnologia nuclear sofre rejeição maciça, porém é cada dia mais aceita no mundo todo e, importante, não se descobriu nada que possa substituí-la para suprir as necessidades de energia do mundo atual. É fácil controlar o lixo nuclear, não vaza porque não é líquido, não es­capa para o ambiente como a poluição produzida pela queima de petróleo. O perigo da radioatividade tem sido exa­gerado para assustar as pessoas. Todos nós somos expostos e recebemos radiação todos os dias, mas só altos níveis muito concentrados são perigosos. O maior desastre nuclear da história, em 1986 em Chernobyl na Ucrânia, causou em torno de 25 mil óbitos e deixou 70 mil pessoas com sequelas. Para efeitos de comparação o tsunami de 2004 na Indonésia, um acidente de causas naturais, causou mais de 230 mil mortes. O colapso da barragem da Mina do Feijão em Brumadinho vitimou 325 pessoas, a passagem do Katrina em New Orleans, outra catástrofe natural, causou mais de 1.800 fatalidades. 


Ecologistas são especialistas em se opor ao desenvolvimento e a guerra contra os transgênicos é o melhor exemplo. Nunca ficou comprovado que as plantações geneticamente modificadas façam algum mal à saúde ou contaminem  o ambiente, pelo contrário, há muitos efeitos positivos como menos uso de pesticidas, menor exposição do lavrador a produtos químicos e menor erosão do solo. Alguns tipos de transgênicos poderiam aca­bar com a desnutrição - como o arroz dourado, que incorpora ferro e vitaminas A e E. Essa tecno­logia já existe, mesmo assim o movimento ecológico combate a sua utilização, com argumentos baseados na ignorância e medo.


Por vezes os movimentos ambientalistas, contestadores por vocação, são utilizados como massa de manobra por empresas interessadas em maximizar os seus lucros. A pressão explícita dos ecologistas provocou em 1978 a proibição do uso nos EUA do clorofluorcarboneto, (CFC), um composto carbono, cloro e flúor conhecido como Freon. O gás das geladeiras, também utilizado e refrigerantes e aerossóis, o CFC foi eleito como vilão pelos ecologistas por alegadamente por desestabilizar a camada de ozônio (não há evidência cientifica que apoie esta tese). A patente de fabricação do composto, registrada pela DuPont expirou em 1979, desde então a produção do produto por terceiros é isenta do pagamento de royalties. O CFC foi substituído pelo HCFC, não por acaso com uma patente da DuPont válida por mais 25 anos.


Existe uma organização registrada nos EUA chamada “Farms here, forest there” com a finalidade explícita de proteger seu mercado na produção de grãos. Como o próprio nome indica, patrocina a ideia que fazendas devem ser restritas ao território americano, florestas obrigatoriamente devem ser conservadas fora de suas fronteiras. Esta organização financia diversas ONGs no Brasil para inviabilizar os produtores rurais tupiniquins, liderando campanhas como, por exemplo, o desmatamento ou tratamento do solo.  


As pessoas atualmente vivem melhor, mais felizes e por mais tempo, as espécies não estão desaparecendo no ritmo previsto pelos catastrofistas, a população mundial deve estabilizar em 9 bilhões  e, provavelmente haverá produção suficiente para ali­mentar toda essa gente. A tecnologia está ficando mais limpa, mais verde, e pessoas estão mais conscientes do que nunca sobre o ambiente.

A maior questão ecológica ainda é a pobreza. Sociedades pobres não conseguem limpar a água que sujam, nem replantar as árvores que cortam. Não tenho ciência de alguma passeata ou movimento para erradicar a pobreza do planeta.


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