A gênese do movimento ecológico ocorreu
durante a chamada Guerra Fria, uma corrida armamentista entre os EUA e o bloco soviético. Inicialmente centrou suas atenções no boicote
aos testes nucleares, com o tempo o leque de problemas a serem endereçados
migrou para emissão de poluentes, experiências genéticas, cultivo de
transgênicos e mudanças do clima. O movimento radicalizou nos anos 80 quando um
grupo de ecologistas passou a adotar posições extremas como única forma de
questionar a ordem estabelecida, mesmo que contrariassem a lógica e a ciência.
O desmantelamento do comunismo também contribuiu, muitos dos ativistas de
esquerda migraram para o ambientalismo para continuar a defender seus projetos,
que têm muito mais a ver com aversão ao capitalismo que com ecologia.
Nos dias atuais o movimento
ecológico aparenta ter adotado como filosofia de trabalho criar dificuldades
para vender facilidades. Em termos
práticos a ação dos ecologistas prejudica mais que ajuda. Suas campanhas contra
alimentos transgênicos, energia nuclear, cloração da água, criação de peixes em
cativeiro e desmatamento florestal são baseadas em desinformação incutindo
medo. Em linhas gerais batalham para reduzir o consumo de combustíveis fósseis
- mas se opõem às principais alternativas, que são a energia nuclear e a
hidrelétrica. Ecologistas falam como se pudessem resolver tudo com energia
solar e eólica - que é logicamente
impossível – e não abrem mão dos confortos
modernos, mas querem que o mundo volte para uma espécie de era pré-industrial.
Um
exemplo didático da ação dos ecologistas ocorreu em março de 1989, o petroleiro
Exxon Valdez acidentou-se na costa do Alasca e derramou no mar um volume entre 257.000
e 750.000 barris de petróleo. Estimativas na ocasião avaliavam que, em razão do
desastre ambiental, morreram 250 mil pássaros marinhos, 2.800 lontras, 250
águias e 22 orcas, além da perda de bilhões de ovos de salmão. Na época,
especialistas do movimento ecológico profetizaram que a natureza levaria mais
de dois séculos para recompor seu ambiente natural. Passados pouco menos de
trinta anos a enseada do Príncipe Guilherme, local do acidente, já recuperou
grande parte da fauna e flora, a atividade econômica da pesca voltou ao nível
anterior ao incidente e as previsões alarmistas não se confirmaram. O alarde dos
ativistas da ecologia foi sufocado por generosas doações da proprietária do
petroleiro para as ONGs que coordenaram os trabalhos de restauração das
condições vigentes antes do acidente.
Recentemente o aquecimento global
tem sido anunciado como um prenúncio do caos ou catástrofe climática, porém não
existe como provar, cientificamente que o homem é a principal causa. Não é
razoável supor que os fatores ambientais, que sempre guiaram o clima durante os
4,54 x 109 anos da história da Terra, deixaram de existir e que a
ação do homem seja a grande causadora das mudanças.
O catastrofismo é utilizado como
a principal fonte de recursos para ecologistas. Um relatório recente
apresentado na ONU afirma que, se a temperatura subir 1,5 °C, 30% de todas as
espécies animais e vegetais correrão risco de extinção. É uma conclusão absurda
e desconhece que a terra já foi bem mais quente. Atualmente a temperatura média
da terra está em 14.5 °C e estudos científicos indicam que já houveram eras com
média de 22 °C, e as espécies que hoje existem sobreviveram a esses períodos
quentes.
O ex-vice-presidente dos EUA Al
Gore ficou mundialmente conhecido pelo seu filme “Uma verdade inconveniente”,
onde destacou o perigo do aquecimento global. Uma das sequências mais assustadoras
do filme foi uma simulação do que causaria o aumento dos oceanos em razão do
derretimento do gelo dos polos. As estimativas desastrosas indicam que cidades
inteiras próximos à orla serão submersas, algumas previsões indicam que o nível
do mar deve subir 16 metros, outros "estudos” citam 282 metros.
Inexplicavelmente Gore comprou uma mansão em Montecito, Califórnia, em uma
localização que, segundo suas próprias previsões, deve ser coberta pelas águas.
A movimento ecológico, que foi
criado pelo temor de uma guerra nuclear (entre os EUA e a antiga União
Soviética), comete o erro de tratar energia nuclear da mesma forma que as armas
nucleares, como se fossem parte do mesmo holocausto. Não faz sentido banir uma
tecnologia só porque ela pode ser usada para o mal, se fosse assim, os humanos
jamais teriam utilizado o fogo. A tecnologia nuclear sofre rejeição maciça, porém
é cada dia mais aceita no mundo todo e, importante, não se descobriu nada que
possa substituí-la para suprir as necessidades de energia do mundo atual. É
fácil controlar o lixo nuclear, não vaza
porque não é líquido, não escapa para o ambiente como a poluição produzida
pela queima de petróleo. O perigo da radioatividade tem sido exagerado para
assustar as pessoas. Todos nós somos expostos e recebemos radiação todos os
dias, mas só altos níveis muito concentrados são perigosos. O maior desastre
nuclear da história, em 1986 em Chernobyl na Ucrânia, causou em torno de 25 mil
óbitos e deixou 70 mil pessoas com sequelas. Para efeitos de comparação o
tsunami de 2004 na Indonésia, um acidente de causas naturais, causou mais de
230 mil mortes. O colapso da barragem da Mina do Feijão em Brumadinho vitimou
325 pessoas, a passagem do Katrina em New Orleans, outra catástrofe natural, causou
mais de 1.800 fatalidades.
Ecologistas
são especialistas em se opor ao desenvolvimento e a guerra contra os
transgênicos é o melhor exemplo. Nunca ficou comprovado que as plantações geneticamente modificadas façam
algum mal à saúde ou contaminem o
ambiente, pelo contrário, há muitos efeitos positivos como menos uso de pesticidas,
menor exposição do lavrador a produtos químicos e menor erosão do solo. Alguns
tipos de transgênicos poderiam acabar com a desnutrição - como o arroz
dourado, que incorpora ferro e vitaminas A e E. Essa tecnologia já existe,
mesmo assim o movimento ecológico combate a sua utilização, com argumentos baseados
na ignorância e medo.
Por vezes os movimentos ambientalistas,
contestadores por vocação, são utilizados como massa de manobra por empresas
interessadas em maximizar os seus lucros. A pressão explícita dos ecologistas
provocou em 1978 a proibição do uso
nos EUA do clorofluorcarboneto, (CFC), um composto carbono, cloro e flúor conhecido como
Freon. O gás das geladeiras, também utilizado e refrigerantes e aerossóis, o
CFC foi eleito como vilão pelos ecologistas por alegadamente por desestabilizar
a camada de ozônio (não há evidência cientifica que apoie esta tese). A patente
de fabricação do composto, registrada pela DuPont expirou em 1979, desde então a
produção do produto por terceiros é isenta do pagamento de royalties. O CFC foi
substituído pelo HCFC, não por acaso com uma patente da DuPont válida por mais
25 anos.
Existe uma organização
registrada nos EUA chamada “Farms here, forest there” com a finalidade explícita
de proteger seu mercado na produção de grãos. Como o próprio nome indica,
patrocina a ideia que fazendas devem ser restritas ao território americano,
florestas obrigatoriamente devem ser conservadas fora de suas fronteiras. Esta
organização financia diversas ONGs no Brasil para inviabilizar os produtores
rurais tupiniquins, liderando campanhas como, por exemplo, o desmatamento ou tratamento
do solo.
As pessoas atualmente vivem melhor, mais felizes e
por mais tempo, as espécies não estão desaparecendo no ritmo previsto pelos catastrofistas, a população mundial deve estabilizar em 9 bilhões e, provavelmente haverá produção suficiente para
alimentar toda essa gente. A tecnologia está ficando mais limpa, mais verde, e
pessoas estão mais conscientes do que nunca sobre o ambiente.
A maior questão ecológica ainda
é a pobreza. Sociedades pobres não conseguem limpar a água que sujam, nem
replantar as árvores que cortam. Não tenho ciência de alguma passeata ou
movimento para erradicar a pobreza do planeta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário